Desabafo*
Eu sei… eu sempre escrevo sobre solidão.
Mas é porque ela tem sido minha companhia constante.
Não importa onde eu esteja, ela sempre dá um jeito de aparecer – no silêncio dos dias, nas noites longas, no vazio que ninguém vê.
É estranho como, mesmo cercada de pessoas, posso me sentir tão ausente, tão fora do lugar.
Escrevo porque, quando as palavras saem, é como se alguma parte de mim encontrasse abrigo, mesmo que por pouco tempo.
Escrevo sobre o vazio, sobre a ausência, sobre o silêncio que ecoa mais alto do que qualquer grito.
As pessoas dizem que vai passar, que tudo melhora com o tempo. Mas o tempo só tem me ensinado a disfarçar melhor, a sorrir por fora e esconder que, por dentro, o frio permanece.
Saudade de quando tudo era mais simples, mais leve, mais cheio.
Sinto falta de estar cercada de gente que me conhece de verdade, que entende meus silêncios, que sabe quando um “tá tudo bem” não é real.
A vida anda corrida, distante, estranha… e às vezes parece que estou só, mesmo lembrando que tenho pessoas que me amam.
Mas tem dias, como hoje, que a saudade pesa, pesa como se fosse uma mala cheia de lembranças, e a solidão… ela se senta do lado e me obriga a lembrar.
É difícil explicar como essas duas coisas se misturam: a solidão e a saudade. Uma é a ausência do agora, a outra é o eco do que já se foi. E juntas, elas doem de um jeito que não tem nome.
Talvez eu não precisasse escrever isso.
Talvez um dia eu resolva escrever sobre luz, amor ou qualquer coisa…
Mas por enquanto, a solidão ainda é tudo o que me resta.
E escrever sobre ela… é a única forma de não me perder completamente.
Não é drama. É dor. Uma dor que não sangra, mas que também não sara.
👍14
anonimo62147•há 1 semana
Deixa de drama, isso é só o cérebro a inventar. Tá com pessoas, aproveita, silêncio é quando quiseres
anonimo7134•há 9 meses
esta plataforma pode ser usada para organizar ataques coordenados a outras plataformas.